Temas Variados

Excelente documentário da BBC: “The Ascent of Money”, vale a pena conferir!

fevereiro 24 em Administração Financeira, Finanças Pessoais, Temas Variados, Todos os Posts por alexandre Comentários

Disponibilizo aqui vídeo sobre um ótimo documentário sobre a história do dinheiro, finanças, crédito, títulos. Realmente, para quem gosta do assunto, vale a pena assistir! “A Ascensão do Dinheiro” é baseado no décimo livro do professor de Harvard, Niall Ferguson, publicado em 2008, onde ele procura explicar a história financeira do mundo, explorando a forma como o nosso complexo sistema financeiro global evoluiu ao longo dos séculos, como o dinheiro moldou o curso das relações humanas e como a mecânica deste sistema económico funciona para criar uma aparente riqueza sem limites. Para milhões de pessoas, a recessão gerou uma sede de conhecimento sobre a forma como o sistema económico global realmente funciona, em especial quando tantos especialistas financeiros parecem ter sido igualmente apanhados de surpresa. Em “A Ascensão do Dinheiro”, o economista, escritor e historiador Niall Ferguson oferece-nos um vislumbre para estas questões levando os espectadores numa viagem passo a passo pelos marcos da história financeira que criaram este sistema, visitando locais onde ocorreram os principais acontecimentos. Ferguson mantém que a história do dinheiro encontra-se de facto no centro da história humana, com a força económica a determinar o controlo político, guerras com o intuito de criar riqueza e barões financeiros que influenciam o destino de milhões.

A Ascensão do Dinheiro – The Ascent of Money (2009) Ep.1/6: SONHOS DE AVAREZA – DREAMS OF AVARICE from MDDVTM TV4 on Vimeo.

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Análise de Projetos de Investimentos com durações diferentes

fevereiro 11 em Administração Financeira, Mat Financeira, Provas Comentadas, Todos os Posts por alexandre Comentários

Respondo aqui à dúvida de visitante do site sobre comparação de projetos de investimentos com vidas úteis diferentes. Adianto que há outros métodos de comparação desses projetos. Um dentre os mais utilizados pelos principais autores de finanças é o crítérios do mínimo múltiplo comum das vidas úteis.
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Lembro que, em razão de despesas de manutenção do site, as questões aqui resolvidas são cobradas, e sua publicação aqui no blog fica a meu critério. Vai a dúvida da estudante Tatiane Marques, universitária das Faculdades Integradas Simonsen:
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Professor, preciso resolver a seguinte questão e estou na dúvida, pode me ajudar? Me explicaram que para comparar os dois devo fazer a análise até o ano 12, que é o período de um multiplicado pelo outro. Outro ponto crucial é quando chego ao 5º ano, devo lançar novamente o saldo do investimento inicial (negativo) ou devo diminiur pelo positivo do próximo mês? Já fiz no excel, porém o professor quer feito a mão…
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Questão. Dois projetos mutamente excludentes apresentam os fluxos de caixa indicados abaixo, para ambos será considerada uma taxa de atratividade (ótica do investidor) de 9% a.a. Abaixo os projetos:
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- Expansão da Fábrica: ANO 0: (4.500); ANO 1: 2.000; ANO 2: 2.000; ANO 3: 1.500
- Compra de Nova Filial: ANO 0:  (6.000); ANO 1: 3.000; ANO 2: 2.500; ANO 3: 0; ANO 4: 1.400
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A) Considerando o critério do Valor Presente Líquido (VPL), determine qual dos projetos deve ser adotado pelo investidor.
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B) Considerando o Payback, determine qual dos projetos deve ser adotado pelo investidor.
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Respondendo à sua pergunta, em projetos mutamente exclusivos com diferentes vidas úteis, precisamos compará-los, de modo que o tempo deles fique compatível entre si. Na verdade, o tempo desses projetos podem ser repetidos, usando um tempo comum a todos, que seria calculado através do mínimo múltiplo comum (MMC) das vidas úteis desses projetos. Somente assim ficariam igualados os tempos de duração de todos os projetos. Abaixo, coloco como ficou a planilha dos fluxos de caixa dos dois projetos e o modo de cálculo de seus fluxos. O fim de um ciclo coincide com o início de outro; e assim sucessivamente:
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Fazemos, portanto, o MMC entre o número da anos da vida útil de cada projeto. O primeiro projeto tem duração de 3 anos. Já o segundo, tem duração de 4 anos. O MMC entre 4 e 3 é 12. Portanto, fazemos um novo fluxo com 12 períodos anuais para cada projeto, sempre coincidindo o último ano com o investimento inicial do seguinte repetido. Por exemplo, no projeto de expansão da fábrica, no terceiro ano, teremos uma entrada de caixa de 1.500 e uma saída de caixa de 4.500, resultando, assim, um fluxo de 3.000 negativo. Na última coluna de cada plano, descontamos cada valor à valor presente, considerando a taxa informada de 9% ao ano. Naturalmente, quando descontamos valores para trás, ou à valor presente, eles sempre ficarão menores. Depois somamos os valores positivos e negativos dos dois projetos e comparamos seu VPL. A técnica do VPL é trazer a valor presente todos os valores descontados a uma determinada taxa e abatê-los do investimento inicial. Se o VPL for positivo, o projeto é viável; se for negativo, o projeto é inviável. Para projetos mutuamente excludentes, escolhe-se o plano de VPL maior. Portanto, de acordo com a tabela acima, o VPL do projeto de expansão da fábrica é superior ao VPL do projeto de compra de nova filial. Esse último projeto, aliás, é totalmente inviável, uma vez que seu VPL é negativo.
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Em relação ao Payback, que corresponde ao tempo de recuperação do capital investido, pode ser calculado de dois modos: o método do Payback simples, que considera apenas os fluxos de caixa sem a taxa de desconto; e o método do Payback descontado, que considera o desconto a valor presente dos fluxos do projeto. Basta somar os valores acumulados dos fluxos, e quando virar o sinal, de negativo para positivo, é porque o capital já foi recuperado.
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Pequena análise sobre o Custo Médio Ponderado de Capital – CMPC

setembro 28 em Administração Financeira, Todos os Posts por alexandre 1 Comentário

As organizações, na sua busca por expansão, criação de novos produtos, ou simplesmente ampliação de suas instalações, necessitam aporte de recursos. Esses recursos podem ser originados basicamente de três formas: retenções de lucros, obtenções de empréstimos e financiamentos junto a terceiros, e emissão de ações ou novas integralizações de Capital. Esse novo aporte de recursos gera pagamentos de juros, em relação aos empréstimos, ou pagamentos de dividendos em relação às novas ações emitidas. Esses custos, para finalidades gerenciais, devem de alguma forma ser medidos. O modelo WACC (Weighted Average Cost of Capital) ou, em bom português, CMPC (Custo Médio Ponderado de Capital) busca medir e avaliar o custo de capital ou taxa de atratividade implícita da empresa.

Do ponto de vista contábil e patrimonial, a sociedade é vista como um amplo conjunto de bens, direitos e obrigações. Os bens e direitos são representados pelo Ativo. As obrigações, por sua vez, estão representadas no Passivo Exigível e no Patrimônio Líquido. Essa estrutura patrimonial da empresa nada mais é do que sua estrutura de capital, onde o Ativo representa os fundos aplicados na empresa, e o Passivo representa as origens/fontes de recursos. Esses capitais são originados tanto de terceiros quanto de capitais próprios. É na análise da estrutura do Passivo que está a ponderação para o cálculo do CMPC: precisamos saber os pesos ou valores percentuais de que a estrutura do Passivo é constituída.

Com esses pesos em mãos, então, fazemos as devidas ponderações com a finalidade de calcularmos o custo de capital da empresa. Por exemplo, se o custo do capital próprio for 12% e o custo de capital de terceiros for 18%, e seus pesos na estrutura de capital forem de 70% e 30%, respectivamente, o Custo Médio Ponderado de Capital assim ficaria: CMPC= 12*0,70+18*0,30=13,8%. Ou seja, a TMA (taxa mínima de atratividade) da empresa seria de 13,8%. Conclusão? Qualquer investimento com retorno acima desse percentual deve ser preferido em relação a investir nessa empresa, e qualquer investimento com retorno inferior à taxa calculada deve ser preterido, e o capital investido na empresa.

Esse é um simples exemplo de como medir o CMPC. Naturalmente, existem outros modelos, e formas de cálculo do custo do capital de terceiros (Kt) e do custo do capital próprio (Kc) que não foram aqui discutidos. Para o leitor que quiser se aprofundar no assunto, sugiro a pesquisa de livros sobre Administração Financeira (Corporate Finance) dos autores Ross e Gitman.

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Bateria de exercícios de análise de investimentos da FGV – Decision

agosto 17 em Administração Financeira, Mat Financeira, Provas Comentadas, Todos os Posts por alexandre Comentários

Deixo disponível alguns exercícios de análise de investimentos da FGV – Decision, todos com respostas em destaque, para testar seus conhecimentos nessa área tão cabulosa. Lembre-se de que existem diversos métodos de análise de investimentos, tais como o VPL, a TIR e o Payback. Cada um com suas peculiaridades. O valor presente líquido, ou VPL, traz todos os fluxos positivos à valor presente (descontado a uma determinada taxa mínima de atratividade, ou TMA, ou simplesmente custo de capital) e depois abatemos o investimento inicial. Se positivo, projeto aceito. Se negativo, projeto rejeitado; quanto maior, melhor. Já a Taxa Interna de Retorno, ou simplesmente TIR, é a taxa que faz com que o VPL fique zerado. É sempre comparada com a TMA. Se for superior à TMA, projeto aceito. Se inferior, projeto rejeitado; quanto maior, melhor. Finalmente, o Payback tão-somente mede o tempo de retorno do capital investido. Quanto menor, melhor. Mas dessa vez, para não puxar muito, ficamos só no VPL e na TIR, certo?

1. Encontre o VPL e a TIR do fluxo de caixa genérico expresso abaixo, sob forma de tabela, sabendo que a taxa de juros é de 12,68% a.a.

 

 

 

 

 

 

 

 

VPL = 18.849,49

TIR = 2,28 % a.m.

2. Cristina precisa avaliar um novo investimento que, segundo suas estimativas, vai gerar os seguintes fluxos de caixa anual: $7.000; $6.000; $5.000; $4.000; $3.000; $2.000; $1.000. O investimento será de $18.000 e ele trabalha com uma taxa mínima de atratividade de 15% ao ano.

a) Qual a TIR e o VPL do projeto ?

Resp. 17,26 % a.a. e $930,54

b) O que significa um VPL positivo para o projeto ?

Resp. Significa que o investimento inicial será remunerado a 15% ao ano e gerará um ganho extra, calculado na data zero, de $930,54

c) O projeto é viável ?

Resp. Sim

3. Jari precisa avaliar um novo negócio com investimento inicial de $8.000 e vida útil de 3 anos. Ele fez as seguintes estimativas para o fluxo de caixa anual: $2.000; $3.500; $5.000. A taxa mínima de atratividade é de 15% ao ano.

a) Qual a TIR e o VPL do projeto?

Resp. 12,85% e -$326,79

b) O que significa um VPL negativo para o projeto ?

Resp. Significa que o investimento inicial será remunerado a uma taxa menor do que 15% ao ano, ou seja, comparando-se com a TMA, o projeto tem rentabilidade inferior.

c) O projeto é viável ?

Resp. Não

d) Qual o valor máximo para o investimento inicial que torna o projeto viável ? Resp. $7.673,21

4. Um empresário adquiriu um sistema gerenciador de informações de clientes e pedidos para agilizar o processamento de pedidos de sua empresa, pagando R$ 40.000 a vista. Após um ano de utilização do sistema, constatou-se um aumentou no nível de serviço e aumento na participação da empresa no mercado, que se traduziu em um aumento no faturamento, resultando em um acréscimo médio de 8% nos lucros, devido ao dinamismo das entregas e a confiabilidade percebida pelos clientes que passaram a ter acesso em tempo real sobre o status do andamento de suas encomendas através do site da empresa na Internet. Sabendo que o faturamento médio mensal da empresa ao longo do ano anterior a aquisição do software era de R$ 250.000 e que o lucro girava em torno de 45% da receita e que o CDB vem apresentando ao longo dos últimos dois anos uma rentabilidade de 12% a.a. Pede-se:

a) Monte a DFC da operação.

 

 

 

 

PMT = 250.000 x 45% x 8%

PMT = 9.000

b) Qual a rentabilidade percebida pelo empresário ao final do período de 01 ano após a aquisição do software?

A rentabilidade pode ser percebida de vária formas. Dentre as quais a TIR.

Para isso basta calcular a TIR do fluxo elaborado no item a)

PV = -40.000

PMT = 9.000

N = 12 meses

Calcular o i na HP 12c:

i = 19,97% a.m. (Note que é uma rentabilidade extremamente alta!)

c) Na sua opinião, a aquisição do sistema foi um bom negócio do ponto de vista financeiro? Por quê?

Baseando-se na resposta do item b), nota-se que a rentabilidade é bastante maior do que a TMA (Taxa Mínima de Atratividade) 19,97% a.m. >> 0,9489% a.m. (12% a.a. equivalente).

d) Calcule o Valor Presente Líquido da operação de compra do sistema.

CF0 = – 40.000

CFj = 9.000

Nj = 12

i = 0,9489 % a.m.

VPL = 61.623,64 (NPV)

e) Calcule a taxa interna de retorno da operação.

TIR = 19,97% a.m. (IRR)

5. A Harris Company está avaliando a proposta de aquisição de uma empilhadeira. O preço básico da máquina é de R$ 107.500 e seriam necessários mais R$ 12.500 em modificações, adequando-a ao uso específico na empresa. A máquina seria vendida por R$ 55.000 após 03 anos. A compra da empilhadeira não teria nenhum efeito sobre as receitas, mas espera-se que ela represente para a empresa uma economia mensal em termos de custos operacionais brutos de impostos da ordem de R$ 4.000, principalmente de mão-de-obra. A alíquota marginal de imposto de renda da Harris é de 35%. Despreze a depreciação.

Pede-se:

a) elabore o DFC da operação de compra da máquina.

 

 

 

 

 

PMT = 4.000 x (1-0,35) = 2.600

A venda da empilhadeira pelo valor residual não é tributada pelo IR, pois caso fosse estaríamos diante de uma caso de bitributação, já que o IR já foi pago na compra da máquina.

b) Sendo a taxa mínima de atratividade igual a 12% ao ano capitalizada mensalmente (taxa nominal), você acha que a máquina deveria ou não ser adquirida? Por quê?

Para responder essa pergunta, temos que calcular a TIR ou o VPL.

Calculando o VPL:

120.000 < g > CF0

2.600 < g > CFj

35 < g > Nj

57.600 < g > CFj

1% a.m. < i >

< f > NPV

VPL = – 3.279,61 (VPL negativo) logo não é um bom investimento e sendo assim a empilhadeira não deve ser adquirida dessa maneira.

Calculando a TIR:

< f > IRR

TIR = 0,8816 % a.m. (TIR < TMA) logo não é um bom investimento e sendo assim a empilhadeira não deve ser adquirida dessa maneira.

Feitoria, pessoal! Vou parar para não extenuar vocês. Percebe-se que a matéria acima exige um razoável domínio de conteúdos específicos de Matemática Financeira. Solução? Sentar, baixar a cabeça, e estudar… Espero ter auxiliado, dentro do possível… Abraço a todos!

 

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Administração Financeira na PUCRS

abril 19 em Administração Financeira, Fotos com Alunos, Fotos com os alunos, Todos os Posts por alexandre Comentários

Lá vou eu falar em Administração Financeira de novo! Volta e meia me pego lendo o livro do Ross ou do Gitman. Só que vou falar sobre Administração Financeira da PUCRS. Bom, ali dão aulas dessa matéria os professores Flávio, Vilela, Bender e o Guadagnin. Se eu hoje fosse aluno da PUC, e amasse finanças, e quisesse estudar a fundo a matéria, faria com o Bender ou o Guadagnin, nessa ordem. O Vilela foca bastante em conceitos de Matemática Financeira, outros de Contabilidade, e acredito que você terá um semestre sem surpresas. Já o Flávio dá bastante matéria e polígrafos, mas exige exatamente o que dá em aula.

Independentemente do professor, adquira um dos livros dos autores citados acima – atualizados. Vale a pena, pois você terá sempre a quem recorrer em momentos de solidão, quando for somente você e uma lista de 20 exercícios!

A moça ao meu lado é a Luciana, estudante de Administração da PUCRS. Estávamos terminando de estudar os Fluxos de Caixa das Operações, de Investimento e de Financiamento, componentes da Demonstração de Fluxo de Caixa – DFC (demonstrativo que veio substituir a antiga DOAR – Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos).

É interessante entender porque, por exemplo, uma redução nos estoques aumenta o fluxo de caixa das operações. É porque quando reduzimos estoques, estamos vendendo, e transformando estoques em giro. Ou quando um aumento no Capital Social em dinheiro aumenta o fluxo de caixa de investimentos: é recurso direto para a empresa. Ou uma redução nas contas de Fornecedores, significando que estamos perdendo financiamentos de terceiros. Na verdade, seria um aborto ter que decorar esse tipo de coisa, entender é, sem dúvida, um bom caminho.

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Finanças na ESPM

abril 18 em Administração Financeira, Contabilidade, Fotos com Alunos, Todos os Posts por alexandre Comentários

O cara à esquerda é o Iuri, estudante de Design na ESPM. Pelo sorriso no rosto, parece que é colorado. Estávamos estudando Finanças II, cadeira da Professora Frederike Mette. É importante enfatizar que essa disciplina engloba conceitos de Contabilidade, construção de DRE e Balanço Patrimonial. A lógica do método das partidas dobradas é fundamental para conseguir passar nessa matéria.

Lembre que toda movimentação financeira em uma empresa gera lançamentos contábeis em contas de Balanço Patrimonial e/ou DRE. Por isso é importante conhecer as contas e os grupos aos quais elas pertencem. Veja só, mesmo um Curso de Design na ESPM exije conhecimentos contábeis.

É importante, em primeiro lugar, apurar-se o lucro na DRE, uma vez que esse lucro será transferido à conta lucros acumulados, no Balanço. Ou seja, a montagem correta do Balanço Patrimonial depende de o lucro líquido ter sido apurado corretamente. Do contrário, o Ativo e o Passivo nunca irão fechar.

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Cuidado com Administração Financeira!

abril 14 em Administração Financeira, Todos os Posts por alexandre Comentários

A disciplina de Administração Financeira nos Cursos de Graduação em Ciências Contábeis, Economia e Administração de Empresas requer dos alunos plenos conhecimentos de Contabilidade e Matemática Financeira. Não é à toa que essas disciplinas na grade curricular da maioria dos Cursos são pré-requisitos para sua matrícula. No Curso de Administração, ela é vista com maior profundidade: é estudada no curto prazo e no longo prazo. Já em outros Cursos, é vista de forma mais abrangente, envolvendo os dois conceitos.

Fiz essa cadeira 4 vezes: uma em Contábeis, e 3 vezes em Administração de Empresas, quando amarguei uma repetência em Administração Financeira de Curto Prazo com a Professora Marisa Rhoden. Mas não me queixo, pois passei no semestre seguinte com nota máxima. E o que é melhor, sabendo.

A bibliografia sugerida para uma adequada revisão dos conteúdos estudados em aula seriam os livros do Gitman (Princípios de Administração Financeira) e do Ross (Administração Financeira); também o livro do Braga é recomendável, apesar de suas edições mais recentes não estarem atualizadas devido às recentes alterações na legislação societária.

Decidi ministrar também aulas particulares de Administração Financeira em razão da carência no mercado de professores particulares nessa área. O problema é que muitos profissionais qualificados do ramo têm pouco ou nenhum tempo/interesse em lecionar. Ou quando têm, o fazem em paralelo com uma atividade da área, como é o meu caso. Entendo que com o aquecimento da economia dos últimos anos (2009/2010/2011), tais profissionais serão bem mais requisitados no mercado, e o papel do Administrador, Contador, Economista, será de importância marcante para o sucesso ou fracasso das Organizações, uma vez que a competitividade é característica básica de uma conjuntura econômica estável.

Os conteúdos mais vistos envolvem desde estrutura e orçamento de capital, valor do dinheiro no tempo e análise de métodos de investimentos (TIR, TIRm, VPL, Payback simples e descontado) e seus conflitos, até estudo de valor esperado de ações, no que concerne ao risco e ao retorno (modelo CAPM ou WACC), ou seja, estudo do custo médio ponderado de capital.

Nessa matéria, por experiência, eu entendo que se o professor quiser rodar o aluno, ele roda mesmo, tal é a amplitude e complexidade da matéria. Por isso, se você puder, selecione bem seu professor, e avalie a taxa de aprovação de turmas anteriores. Eu mesmo, quando vou dar aulas dessa matéria, peço sempre aos alunos que me enviem algum conteúdo por e-mail, para eu ter uma idéia exata da aula que vou passar, a fim de não ter surpresas.

Como sou formado em Contábeis e Administração, ambas na UFRGS, e já estudei essa disciplina com alunos da Fapa, Ritter, FGV, ESPM, ULBRA, e principalmente da PUC já tenho arquivadas provas anteriores, polígrafos e listas de exercícios, que me poupam algum trabalho na hora de preparar uma eventual aula. Confesso, entretanto, que sempre surgem novidades nessa área de finanças. E como gosto de estudar e dar aulas de Administração Financeira, acabo me mantendo atualizado (condição essencial para pensar em dar aulas disso), e termino unindo o útil ao agradável.

É bom fazer o que se gosta. E o que não gostamos, com boa vontade, aprendemos a gostar. Administração Financeira, assim como matemática, requer treino e dedicação semanais. Não pense que sem estudar vc irá passar na cadeira. Diagramas de fluxos de caixa operacionais e projeções de caixa requerem tempo e paciência. Tenha também consigo um livro bom, a fim de retomar conceitos. Conselho para futuros profissionais em Administração e Contábeis: vale a pena já na Graduação colecionar livros bons da área, se é que você realmente pretende ser um profissional competitivo.

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O que são Taxas Nominais e como tranformá-las para efetivas?

abril 14 em Administração Financeira, Concursos, Finanças Pessoais, Mat Financeira, Todos os Posts por alexandre 2 Comentários

Uma das matérias que muitas vezes confunde os alunos de Matemática Financeira é o estudo das taxas. Há taxas para todos os gostos: proporcionais, efetivas, nominais, aparentes. Pretendo aqui falar sobre as taxas nominais. Antes de tudo, convém enfatizar que taxas nominais são utilizadas somente na capitalização composta. Não há que se falar, portanto, de taxas nominais em juros simples, uma vez que não ocorre o efeito da capitalização nesse sistema. Em juros compostos, quando temos o período da taxa é distinto do período de capitalização, então falamos de taxas na forma nominal. Nos cálculos, não utilizamos…

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Taxas equivalentes em juros compostos na HP12c

março 31 em Administração Financeira, Finanças Pessoais, Mat Financeira, Todos os Posts por alexandre Comentários

A transformação de taxas equivalentes em juros compostos é mais complexa que em juros simples. Em juros simples as taxas são apenas proporcionais, p.ex., uma taxa mensal de 2% equivale a uma taxa bimestral de 4% ou anual de 24%, basta somente analisar a relação entre seus períodos. Em juros compostos, como temos o efeito da capitalização do principal e também dos juros, o modo de cálculo é mais complexo. Com a programação adequada da HP12c, tornaremos fácil a obtenção de taxas equivalentes em juros compostos.

Muitos professores têm liberado o uso da calculadora HP12c em diversas faculdades aqui de Porto Alegre e arredores. Só que o pessoal muitas vezes compra essa calculadora, que é tradicionalmente cara em comparação com outras calculadoras financeiras, e usa somente…

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